Longo, que será o primeiro diretor da ANS representante das regiões norte e nordeste do Brasil, foi indicado pelo próprio ministro da Saúde, Alexandre Padilha, correspondendo a uma reivindicação das entidades médicas, que pediam a presença de um representante da categoria na direção da Agência.
Diferentemente dos demais diretores, André Longo não é técnico da área de Saúde Suplementar. Pelo contrário, sempre esteve do outro lado da mesa, atuando como ativista do movimento médico, enquanto presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco e, mais recentemente, representante do Conselho Federal de Medicina (CFM) na Comissão de Saúde Suplementar.
Para as entidades médicas, a posse do médico é uma boa notícia. Há uma expectativa geral de que, por ser oriundo do movimento médico e ter conhecimento das questões da saúde suplementar, ele possa contribuir decisivamente para que a Agência tenha mais agilidade em relação às reivindicações da categoria.
Contudo, nas poucas manifestações desde que foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) e, posteriormente pelo Plenário da Casa, André Longo afirmou que não pode ser um representante das entidades médicas na Agência, mas vai priorizar o interesse público, buscando um equilíbrio nas ações para ter crescimento.
Mesmo assim, fica a cargo de André Longo, como pedido especial do ministro da Saúde, ser uma “ponte com o movimento médico”. Ele chegou a dizer, ainda, que a agenda do movimento médico é parte importante da agenda regulatória da ANS, mas “é preciso pensar o sistema como um todo, focado especialmente na sustentabilidade, tratando as demandas de cada ator nesse processo”.